A dieta pode ajudar a tratar sintomas de esclerose múltipla?

A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune caracterizada por fraqueza muscular e dormência, bem como problemas de visão e controle da bexiga. É causada pelo ataque do sistema imunológico às bainhas de mielina isolantes dos nervos, que interrompem a comunicação entre o cérebro e as partes periféricas do corpo. A doença é geralmente classificada como EM progressiva primária ou EM remitente-recorrente.

A EM progressiva primária é caracterizada por uma piora progressiva da função neurológica, evidenciada por sintomas contínuos, embora eles possam mudar com o tempo. A EM recorrente-remitente é caracterizada por episódios claramente definidos, que são separados por períodos de remissão da doença. Durante a remissão, há ausência completa de sintomas sem progressão aparente da doença.

Oligodendrócitos são células gliais que ajudam a criar a bainha de mielina ao redor dos axônios dos nervos no sistema nervoso central (SNC). Essas células são fundamentais para o desenvolvimento do cérebro e garantem o funcionamento correto das células nervosas. A bainha de mielina que eles produzem atua como um isolamento, que protege as projeções nervosas longas (conhecidas como axônios) e facilita a condução dos sinais nervosos.

Durante a EM, há perda de mielina em áreas definidas conhecidas como locais de lesão no cérebro e na medula espinhal. EM é caracterizada por uma grande variedade de células do sistema imunológico invasoras, como células T (células do sistema imunológico que se infiltram em tecidos), células B (células que secretam anticorpos) e macrófagos (um tipo de glóbulo branco que envolve outras células e moléculas). Essas células atacam e degradam a bainha de mielina, os oligodendrócitos produtores de mielina e o axônio do nervo. Os locais das lesões se desenvolvem com o tempo e, inicialmente, resultam em sintomas clinicamente benignos, mas evoluem para deficiências significativas.

O impacto a longo prazo dos tratamentos para esclerose múltipla não é claro, já que a maioria dos medicamentos para esclerose múltipla gerencia os sintomas e não reverte o dano neurológico. Embora tenham demonstrado eficácia, os medicamentos imunossupressores geralmente apresentam efeitos colaterais graves.

Alguns estudos em modelos animais de EM sugeriram que várias formas de restrição alimentar, como a restrição calórica, jejum intermitente e a dieta cetogênica, protegem os neurônios e reduzem a inflamação. Estudos também mostraram que o jejum periódico pode melhorar a função cognitiva e reduzir o estresse oxidativo. Um novo estudo, utilizando uma dieta que imita o jejum, foi testado para determinar seus efeitos na auto imunidade e inflamaçã.

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