Idosos com Alzheimer: 4 dicas que podem te ajudar

Cuidar de idosos com Alzheimer é uma missão desafiadora. Isso porque quem cuida geralmente os filhos ou outros familiares enfrenta desafios e mais desafios que chegam todos os dias. A doença exige resiliência e flexibilidade mental, física e emocional daqueles que estão envolvidos com a pessoa afetada.

O Alzheimer é um tipo de demência neurodegenerativa que atinge as células e as conexões neurais. Com isso, ele prejudica, de forma irreversível, processos mentais importantes, como o fluxo de pensamentos, a capacidade de tomada de decisões, a memória, a aprendizagem e os comportamentos. Além disso, pode surgir de uma junção de fatores relacionados à hereditariedade, à genética, ao estilo de vida, ao envelhecimento ou por acidentes envolvendo a função cerebral.

Perceba e acolha os seus sentimentos

Permita-se compreender o que você sente e pensa diante dessa dinâmica de cuidado. Muitas pessoas, sem perceber, pulam essa etapa do processo, porém reconhecer quais são as suas limitações, as suas emoções e as suas angústias perante o diagnóstico possibilita uma preparação melhor para os desafios que podem surgir no caminho.

É normal deparar-se com a raiva, com a impotência, com a irritação, com a culpa e, ao mesmo tempo, com o amor, com o carinho e com a empatia. Afinal, como seres humanos, estamos passíveis de sentir qualquer coisa. Tente acolher essas sensações e perceba, por meio delas, quais pontos ainda precisam ser trabalhados internamente. Se for necessário, busque ajuda profissional.

Busque informações sobre o Alzheimer

Aqui, da mesma forma que na primeira dica, a premissa é: se você conhece o assunto, consegue lidar, de maneira mais acertada, com as necessidades que surgem no cotidiano. Tire as suas dúvidas com o médico responsável pelo acompanhamento do idoso, pesquise informações em fontes especializadas no assunto, participe de grupos de apoio a cuidadores e troque experiências com quem tem a mesma vivência.

Conhecer a doença é fundamental para entender a sua progressão. Quem convive com a demência, aos poucos, desaprende hábitos básicos, como tomar banho, tem problemas com o equilíbrio e irrita-se diante de algumas situações. O conhecimento treina o olhar de quem cuida.

Planeje atividades de estimulação cognitiva

O Alzheimer interrompe as sinapses neurais responsáveis por muitas funções cognitivas. Dessa maneira, estimular a mente do idoso é uma tentativa de minimizar, o máximo possível, os avanços dos estágios demenciais. Atividades interessantes são: jogos de raciocínio, caça-palavras, leitura de revistas, estímulo ao resgate da memória de histórias que sempre eram contadas pela pessoa etc.

Aprender algo novo pode ser também estimulante, se o estado mental da pessoa permitir. Aqui, podemos incluir como “novo” alguma atividade física. Além de exigirem, em certo nível, um esforço cognitivo, elas são indispensáveis para garantir a mobilidade, a redução de dores, o alívio do estresse e inúmeros benefícios para o organismo como um todo.

Cuide da saúde emocional

O processo da velhice envolve a perda da autonomia, o isolamento social, a perda da identidade e a fragilidade física. O idoso percebe que não consegue mais fazer muito do que fazia antes e começa a sentir-se inoportuno no convívio familiar, até porque as pessoas perdem a paciência rapidamente com ele. As suas contribuições para a sociedade, para a família e para a sua história de vida começam a ser esquecidas.

Imagine, então, quando a tudo isso, soma-se o Alzheimer. Sintomas depressivos, de estresse, podem surgir, principalmente nos estágios iniciais da doença. Trate a pessoa da qual você cuida com carinho, com calma e com respeito. A memória que mais demora a ser atingida é a afetiva. Portanto, crie momentos de cumplicidade com ela, de olho no olho, de sorrisos, de convivência em família e de dias felizes.

Cuidar de idosos com Alzheimer exige das famílias muita união e muito amor. Pode parecer que não faz diferença proporcionar qualidade de vida a eles, afinal, logo não se lembrarão de mais nada. No entanto, além de fazer, sim, muita diferença, pois o “sentir” permanece, as lembranças serão para sempre marcadas naqueles que cuidam.

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